Aprisionamento
Prisão;
Confinamento de almas e separação de irmãos;
É a segregação e divisão;
Daqueles marcados como bons ou não;
Que desde cedo já nascem fracassados e destinados;
E assim como Jesus condenados;
E até mesmo sacrificado;
Com um bode expiado;
Pelo poder soberano de um estado;
Que “executa”;
De forma literal;
Em nome da harmonia social;
Que é superficial.
Porque lei pra todo mundo não é igual;
Faz parte do descaso social;
E isso não é de agora, ta na história;
Sem glória;
Que já vem enraizado quando aqui fomos colonizados;
Pelo europeu que nunca se arrependeu;
De ter ceifado e escravizado;
Vidas de negros;
Que arrancados e obrigados;
Foram humilhados e castigados;
No pelourinho ou no açoite;
Durante dias e noites.
E quando de sua libertação;
Falso fim da escravidão;
Foram abandonados sem qualquer tipo de indenização;
E educação, também não;
Dando continuação a exploração;
De uma geração;
Que apesar da “benção” da princesa Isabel;
Que escrevera com tinteiro e papel;
O destino foi cruel.
E hoje nos deparamos com a sequela;
Morros e favelas;
Construídos e habitados;
Por aqueles que outrora;
Fora abandonados;
E muitos deles criados e largados;
À sorte nua e crua;
Vivendo entre os perigos e a humilhação da rua;
Tiveram uma vida dura;
Que até hoje dura e se perpetua;
Sem pais;
Paz;
Sem mais;
Mas pra você tanto faz;
Pois a desigualdade criada e estabelecida;
Hoje é distorcida;
Pelo discurso de meritocracia;
Que vicia um a um;
Alimentando o senso comum;
Pois não há mérito;
Sem as mesmas condições de largada;
Acreditar nisso;
É pior que crer em conto de fada.
Confinamento de almas e separação de irmãos;
É a segregação e divisão;
Daqueles marcados como bons ou não;
Que desde cedo já nascem fracassados e destinados;
E assim como Jesus condenados;
E até mesmo sacrificado;
Com um bode expiado;
Pelo poder soberano de um estado;
Que “executa”;
De forma literal;
Em nome da harmonia social;
Que é superficial.
Porque lei pra todo mundo não é igual;
Faz parte do descaso social;
E isso não é de agora, ta na história;
Sem glória;
Que já vem enraizado quando aqui fomos colonizados;
Pelo europeu que nunca se arrependeu;
De ter ceifado e escravizado;
Vidas de negros;
Que arrancados e obrigados;
Foram humilhados e castigados;
No pelourinho ou no açoite;
Durante dias e noites.
E quando de sua libertação;
Falso fim da escravidão;
Foram abandonados sem qualquer tipo de indenização;
E educação, também não;
Dando continuação a exploração;
De uma geração;
Que apesar da “benção” da princesa Isabel;
Que escrevera com tinteiro e papel;
O destino foi cruel.
E hoje nos deparamos com a sequela;
Morros e favelas;
Construídos e habitados;
Por aqueles que outrora;
Fora abandonados;
E muitos deles criados e largados;
À sorte nua e crua;
Vivendo entre os perigos e a humilhação da rua;
Tiveram uma vida dura;
Que até hoje dura e se perpetua;
Sem pais;
Paz;
Sem mais;
Mas pra você tanto faz;
Pois a desigualdade criada e estabelecida;
Hoje é distorcida;
Pelo discurso de meritocracia;
Que vicia um a um;
Alimentando o senso comum;
Pois não há mérito;
Sem as mesmas condições de largada;
Acreditar nisso;
É pior que crer em conto de fada.
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