Enigma
A falta que sinto. A ausência! O toque que entorpece, o corpo que encaixa, o sangue que ferve. O vinho que derrama, o pranto que clama, a fúria que encanta. O desejo sublime inebria a carne tão perversa, insensata. O teu corpo polido desmancha no meu prazer. Arrasa, embriaga o que te alucina. O sono que rouba adormece a voragem. Matas o que me destrói, destrói o que corrói, cegas o que não consigo enxergar. Queima o que me abrasa, assusta. Dispersa em mim o que te preenche.
Acalma a insanidade que invade. O que alucina, indefesso, voraz, ataca, indecomponível. Não feche os meus olhos. Não se deixe insensibilizar. Preciso do teu vestígio na minha estupidez. O sonho! Irreal. Vejo-te! A miragem que cessa o suplício. O doce, o amargo, o frio, o quente, o teu fervor, o teu calor, o meu fogo. O eflúvio do teu suor persegue a minha volúpia. O ar arquejante, a boca aquosa, a língua fatigante cessa o inexplicável. Adormeço! A realidade inescrupulosa.
Prende-se no sexo incompreensível, desconexo, o conjunto, que se junta, fascina, se atraca, se envolve, não devolve. A fugacidade da tua cena, o semblante, a interpretação se faz no meu palco imperfeito. A distância! Quanto mais longe, maior a presença da tua solidão que se instaura em mim. Sequiosa. No meu cilício, percorre as farpas do amor que morre em abundância e vive dentro do que chama. Mutila, insulta, cessa o inexorável. O que se enclausurou perdura na minha atimia.
Acalma a insanidade que invade. O que alucina, indefesso, voraz, ataca, indecomponível. Não feche os meus olhos. Não se deixe insensibilizar. Preciso do teu vestígio na minha estupidez. O sonho! Irreal. Vejo-te! A miragem que cessa o suplício. O doce, o amargo, o frio, o quente, o teu fervor, o teu calor, o meu fogo. O eflúvio do teu suor persegue a minha volúpia. O ar arquejante, a boca aquosa, a língua fatigante cessa o inexplicável. Adormeço! A realidade inescrupulosa.
Prende-se no sexo incompreensível, desconexo, o conjunto, que se junta, fascina, se atraca, se envolve, não devolve. A fugacidade da tua cena, o semblante, a interpretação se faz no meu palco imperfeito. A distância! Quanto mais longe, maior a presença da tua solidão que se instaura em mim. Sequiosa. No meu cilício, percorre as farpas do amor que morre em abundância e vive dentro do que chama. Mutila, insulta, cessa o inexorável. O que se enclausurou perdura na minha atimia.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Marítima alusão da vida
no convés de mim singro minhas águas as que fluem do riso as que nadam as lágrimas quase todas resumidas nas correntezas que lavro atrav…
AurelioAquino
So sad he had to go
So sad he had to go
Yes he was suffering a lot
He was an alcoholic also
He used to drink like fish
Yes he was destroying his liver
A…
Aldo gabbay kraas
Um casal ( a terra e o humano )
Nossa criação humana sempre foi muito bela... desde a formação desta magnifica terra - nada foi criado contra o homem e a mulher... pelo …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Texto sobre o amor.
Minha noite é uma caminhada para o dia... que vem em silêncio se aproximando em cantos de chiados por passarinhos - meus olhos estão quei…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*