DE QUE ADIANTAM TANTAS DÁDIVAS
De que adiantam tantas dádivas
Se estou sozinho
Tantos corpos curvilíneos
Tantas belezas monumentais
Para que servem os meus dias
Se na solidão me são iguais
Massacrado espero redenção
Desorientado estou sem cais
Ah! Um abraço apaixonado
Um beijo acalorado
Sentenciado sem perdão
Sem reação onde o medo toma conta
O amor um buraco negro
Sugou tudo de mim
Expandiu-se em energia morta
Os fragmentos que não se juntam
Desconhecidamente se vagam
Mas não se encontram
Lábios em explosão
Corpos buscando junção
Em caminhos sem referência
Apagando o amor
Por julgada imprudência
Considerando o pudor
A renúncia como indulgência
Sujeitando-se ao tempo
Que te leva sem clemência
Sem saber do amanhã
Hoje ignorei como houvesse desistido
Encontrar todo o amor
Que há tempos eu havia perdido.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Um casal ( a terra e o humano )
Nossa criação humana sempre foi muito bela... desde a formação desta magnifica terra - nada foi criado contra o homem e a mulher... pelo …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Texto sobre o amor.
Minha noite é uma caminhada para o dia... que vem em silêncio se aproximando em cantos de chiados por passarinhos - meus olhos estão quei…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael