PEDREIROS POETAS

Não, não sou poeta pelo simples ilógico querer
Tanto que por vezes incomoda-me a poesia
Poderia estar gozando de outras formas de prazer
E justamente estar lendo o que alguém outro escreveria

Mas quando isso acontece eu me despeço da leitura
E vejo-me no involuntário clamor de fazer poema
Some do meu derredor todo o concreto da existência
Entrego à minha mão o verbo que a mente ordena

Então vou construindo palavra a palavra os seus anexos
Como um oleiro funda alicerces de argamassa e argila
Depois edifica casas absorto no suor do rico ofício

Quando se vê encontram-se ambas lapidadas, concluídas
Mais uma e outra e outra obra predicadas do Arquiteto
Feitas de magia, sonhos, barro, sintaxes e raros versos



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