constantes movimentos de inquietude
carregam os dias sob fechos de luz
derramo-me sobre este crepúsculo infindo
mas escondo-me das impressões diafragmáticas
que me fazem quase sentir a morte

por que tudo corre?
o resplendor me agride
o seu modo de produção me agride
mas respeito minha r-evolução
me fundo àquelas simbólicas estátuas
e todo o bronze espalhado pelo meu corpo
faz de mim monumento
monumento de lamento.
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