Aos prêtos
Aos pretos, digo-lhes que desde o início da nossa existência somos expostos a uma sucessividade de experiências traumáticas que impregnam em nossa personalidade e que se manifestam das mais variadas e doloridas formas na nossa existência material e subjetiva. Dói. Sob o manto que me encoberta, sob a memória que me atormenta, sob o pensamento que não me alenta, aos prêtos, peço-lhes que mantenham-se vivos, resilientes, há muito tempo, norteio nos viciosos ciclos do mas, expondo a mais tragediosa vivência. Mas, quero-lhes pulsantes, por mais difícil que seja a caminhada, mantenham-se fortes. Enfraquecido e compreendido que forte, não sou, sopro esperança a vocês, mantenham-se fortes, corajosos e com um bom coração. Eu não sei se consegui, mas tentei e levei tal principiologia com muito amor e meta de vida. Mantenham-se fortes.
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