Trinta por uma linha

Tal como dantes o tempo não perdeu tempo
E descarrilou num labirinto de emoções suburbanas
Todas as horas despóticas sucumbem felinas e levianas
Fiz dos silêncios trinta por uma linha e até superei angústias
Tão céleres, tão destemidas tão verborragicamente tirânicas
Centímetro a centímetro aboli palavras vassalas, lacónicas e profanas
Pelas linhas do tempo desfilam lamentos substantivos e aleatórios
Revigoram a paisagem que se embrenha nas memórias mais paremtórias
A manhã desenferrujada desperta reajustando mil sorrisos comprobatórios
Frederico de Castro
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