SONETOS ESQUISITOS

Sonetos esquisitos para ninar mosquitos
Sem pé nem cabeça, nem asas, ferrões
Zunindo em volta das luzes feito insetos
Morando sob imundas lápides e porões

Justamente onde adormecem insensatos
Aqueles que subjugam os semelhantes
Que se julgam mais humanos porque podem
Esse poder aparente e podre de aparatos

Sonetos que exaltam a voz do povo
Por isso seguem por veias entupidas
Limando quaisquer restos de inconsciências

Unindo-se à dor de injustiçados
Meus versos destes sonetos esquisitos
Riem fartos das tuas inconsequências


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