Tempo que se foi
Sentir saudades de alguém que não conhecemos
É tornar tudo mais irreversível, intenso e longe
É marcar palavras em uma parede e olhá-las de diferentes formas em dias monótonos
É sentir a incerteza de um dia poder encontrar quem as escreveu
É não conseguir conter a imaginação nas entrelinhas de Belchior e no balanço de Zeca
É refletir e insistir em não fugir dali
É sobre saudade que aperta, sentimento que reage, sonhos que invadem
Palavras que não se curam
Talvez eu seja mais uma alma que bate em sua porta em dias de semana
Que tenta adivinhar quantos hectares de luz e estrelas são suficientes para cercar a nossa sintonia
E que se pergunta se pétalas jogadas sobre a linha do equador conseguem invadir esse nobre coração
Palavras que não se curam
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