A dinâmica do silêncio

Entre a dinâmica do silêncio perpetua-se um eco
Heterogéneo, tão frágil, tão absoluto e homogéneo
Incontinente como a chuva desagua além um sonho erróneo
Desfibrilhante a luz reacende um sussurro um afago instantâneo
Paulatinamente o dia pulsa, inquieto, faminto e tão cutâneo
Não mais abdico de um desejo contagiante, fraterno e consentâneo
Ainda que efémera a solidão captura um felino breu estático e subcutâneo
Assim se dilui a noite algemada a cada minuto estéril, volátil e espontâneo
Das minhas entranhas soergue-se somente um lamento viril e conterrâneo
Frederico de Castro
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