A CRUZ QUE MUITOS CARREGAM

A cruz que muitos carregam
Incluam-me também neste rol
Em labutas suores entregam
Experimentados debaixo do sol.

Muitas vezes o flagelo na face
Na expectativa de consolação 
Mesmo assim faz um disfarce
E um sorriso mata a dissolução.

E o peso, a dor, e o cansaço
As chagas abertas sorrateiras 
Cruéis verdades tornadas laço 
Insistem por serem derradeiras.

A via dolorosa até ao destino
Flores e ramos pelo caminho
Espalha-se povo clandestino
A presa era livre passarinho.

Do querer por união que dure
Do prazer satisfatório e nosso
Sem que o nosso fogo perdure
E queime tudo o que é vosso.

Ao fim determinado e vencido
Sendo pregado na cruz erigida
O espírito se liberta convencido
Do sofrimento descabido à vida.

Erimar Santos.
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