Um homem, simples homem, geme e chora
Bradando para o negro céu distante
No ensejo em que se encontra neste instante:
\"Malditos deuses pérfidos que outrora
O céu me prometêreis! E a canora
Canção que me cantáreis, delirante,
Foi mera sedução e, de hoje em diante
Não quero contemplar a rubra aurora,
Maldito seja o dia em que eu nasci!
Que eu morra agora mesmo, bem aqui,
Cavai-me a sepultura, negro algoz!\"
Mas toda a solidão que fora exposta
Não teve nem centelha de resposta,
Pois nada ouviu além da própria voz!
Bradando para o negro céu distante
No ensejo em que se encontra neste instante:
\"Malditos deuses pérfidos que outrora
O céu me prometêreis! E a canora
Canção que me cantáreis, delirante,
Foi mera sedução e, de hoje em diante
Não quero contemplar a rubra aurora,
Maldito seja o dia em que eu nasci!
Que eu morra agora mesmo, bem aqui,
Cavai-me a sepultura, negro algoz!\"
Mas toda a solidão que fora exposta
Não teve nem centelha de resposta,
Pois nada ouviu além da própria voz!
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