OLIMPÍADA DO TEMPO

Tanta gente morre nessa olimpíada do tempo
Enquanto sigo eu narrando esse jogo
Assistindo ao espetáculo
Hesitado em ser adversário e autor 
Ator de papeis de múltiplas novelas

Sou o cão absorto olhando o futuro
Estendido incompleto se vendo no espelho
Quarando os miolos num sol de primavera
Com as patas no chão e o peito arfando
Docemente esperando que alguém acorde
E caminhe ao meu lado por dentro e por fora

Pois minha ousadia no cotidiano
Sem sombra de dúvidas e por iniciativa
Esmurra o ócio e entreabre janelas

Somente assim se vai ao mundo
Eu conquisto cada minuto que me espera
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