Mares em barcos de homens postos

o navio
debruçado no horizonte
escrevia no espaço
as idéias do longe

na praia
como num quadro negro
o homem escrevia sonhos
nos ombros do seu medo

e o mar nem cogitava ondas
que desfizesse o enredo
é que dar-se a barcos e homens
são gestos dos seus prazeres
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