ANJO EXTERMINADOR
Ainda há cortinas
para impedir a paisagem,
mas o medo permanece.
"Amanhã será outro dia".
Ela diz, com a boca no meu ouvido,
a mão atravessando minha carne.
Suas presas serão as minhas?
Abateremos, além dessas sombras,
dessas palavras,
os ingênuos e os culpados,
nossos reflexos
jamais vistos nos espelhos?
Nada a dizer
assim como se diz tudo
e depois cansado se perde
no corpo, mais do que na noite,
um lamento
pelo que não se pode ter.
para impedir a paisagem,
mas o medo permanece.
"Amanhã será outro dia".
Ela diz, com a boca no meu ouvido,
a mão atravessando minha carne.
Suas presas serão as minhas?
Abateremos, além dessas sombras,
dessas palavras,
os ingênuos e os culpados,
nossos reflexos
jamais vistos nos espelhos?
Nada a dizer
assim como se diz tudo
e depois cansado se perde
no corpo, mais do que na noite,
um lamento
pelo que não se pode ter.
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