Frágeis luminescências

Desengarrafei a solidão que borbulhava bronzeada
Beberiquei a luz flamejando enlouquecida e deliciada
Reinventei uma palavra feita prece desta fé desvendada
Orquestrei cânticos ancorados ao bailado felino de noite deportada
Naveguei por ondas de maresias afogadas numa saudade escavacada
Resumi num segundo a distância entre a memória e a solidão tão enfartada
Desengarrafei na noite toda a escuridão desnuda, esquecida e desamparada
Tranquilizei o silêncio tão meridional quanto setentrional, quase tridimensional
Refugiei-me nos penhascos dos céus gigantescos aliciantes e tão…tão transcendentais
Frederico de Castro
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