Segredo
A noite se fez em cinzas sobre as nuvens
O dia azul puro naquela manhã, sem garras
Com a doçura da simetria lenta e selvagem
O inverno germinou em meio ao silêncio
Um áspero silêncio é o consolo esperado
Das fotos amareladas dos sinos infância
Derramando lágrimas entre maçãs sonolentas
Pelos círculos selvagens e noturnos
Oh, que visão! O fogo está de luto
A neve bate nas ramas como mar de sal
Na sombra extravagante do oblívio
Ele sabe que a fúria é o outro lado do som
Que a areia ferida sangra a terra abaixo
Os trovões e seus cantos assustadores
São escravos noticiando o vazio da chuva
Eu sei! Porque de tristeza, dançam
Eu sei... dessa amargura vertical
No espanto do alfabeto derretido
Que torna o poema imprevisível
Impossível e gentil no segredo que guarda
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