MAR ADENTRO I


Mar adentro

Flutuando sobre as costas

Balançado pelo suave marulhar

Que o arrasta oscilando lentamente

Para onde só há água e a imensidão do céu

Embalado por um sonho sem pé e sem limites

Até à Terra do passado onde a vida respira facilmente

Entregou-se sem medo às carícias da baleia azul gigante

Às cócegas de incontáveis cardumes de ínfimos peixes coloridos 

Mergulhou num sentimento azul profundo de prazer intenso tranquilo

E deixou-se ali ficar para que o mar o quisesse levar para um lugar distante

Um ser desconhecido do abismo e não o corpo à deriva de um náufrago perdido

Criatura da Terra renovada cheia de vida rica e variada que respira pujante em liberdade
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