VENICE IN YOUR EYE
VENICE IN YOUR EYE
Não só a água
Não só o tijolo e a argamassa
Não só a flecha do arco gótico de inexcedível graça
Nem o bizantino
Nem o mosaico de ouro
Nem a renascença de direita traça
Nem o barroco fausto
A madrugada e o crepúsculo
O enlevo da alvorada
O desvelo do lusco-fusco
O silêncio
E o murmurar dos barcos
A memória toda que no mar flutua vagarosa
Tem cada um o seu mágico feitiço
Mas por si só não bastam
Juntos sim levantam a varinha milagrosa
Que tudo envolve no manto sublime da imortal beleza
E enche os teus olhos do brilho faiscante da surpresa
E não
Nenhuma visão me mais seduz
Do que olhar-te
Olhar-te àquela luz
Não só a água
Não só o tijolo e a argamassa
Não só a flecha do arco gótico de inexcedível graça
Nem o bizantino
Nem o mosaico de ouro
Nem a renascença de direita traça
Nem o barroco fausto
A madrugada e o crepúsculo
O enlevo da alvorada
O desvelo do lusco-fusco
O silêncio
E o murmurar dos barcos
A memória toda que no mar flutua vagarosa
Tem cada um o seu mágico feitiço
Mas por si só não bastam
Juntos sim levantam a varinha milagrosa
Que tudo envolve no manto sublime da imortal beleza
E enche os teus olhos do brilho faiscante da surpresa
E não
Nenhuma visão me mais seduz
Do que olhar-te
Olhar-te àquela luz
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