O que está pra vir...

Flameja o céu e o horizonte de preces condescendentes
A fé ainda que matutina desatina tantas alegrias exigentes
Cada hora encaixa perfeitamente em mil segundos impacientes
Nas falésias do tempo flutuam imarcescíveis silêncios urgentes
Sem alarde seus ecos amamentam o vício dos sorrisos reincidentes
Seus fluidos lubrificam a maresia de palavras cativantes e tão penitentes
Resta à esperança e ao que está pra vir, tatuar a manhã com a beleza
Das gargalhadas indómitas, gigantes, heterogéneas e sempre excitantes
Deixar a chafurdar no silêncio ortográfico este imenso poente mais vibrante
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
O tempo
Quando ainda criança eu o via, passar, quando olhava pela vidraça ou brincava com meus amigos na rua. Não me importava com ele. Aquele de…
A poesia de JRUnder
Viva...Viva...
Os tempos de uma vida se mudam - pois um amor que não se transforma - termina com uma discussão a toa. Os tempos de um amor não se acaba…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
O Dragão.
A cada momento deste meu viver ... vivo a pensar e a sonhar - com sons de pianos que em meu corpo vibra para meu descansar. A cada mom…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
As Vozes dos Ventos.
Prezada amiga - os ventos sudeste me trazem boas notícias ... ouço seu uivar e o balançar das grandes árvores com um grande e esperançoso…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*