Pelas frestas da noite

Crua e cruel esculpe a noite esta escuridão dispersiva
Cada eco prenhe pulverizou uma gargalhada sedativa
Nos olhos imprime-se qualquer lágrima triste e convulsiva
Pelas frestas na noite passeia um luar insuportavelmente comutativo
Na absoluta depuração dos silêncios vagueia um afago competitivo
Assim envelhece a noite dormitando ao colo de um breu tão hiperativo
Regala-se a solidão lastimando a ausência de cada sussurro implicativo
Na sinagoga das preces amaram palavras universais, instantâneas e perceptivas
Enchem a alma com indecifráveis emoções autógenas, deliciosas…tão nutritivas
Frederico de Castro
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