Filho das vicissitudes, presado claustrofóbico, 
Que luta para escapar das eternas sombras, 
Mal sabe, pois, que nessas mesmas sombras
Descansará seu corpo tredo - vil Esciofóbico;

Da agonia do inevitável à podridão das horas...
Ah! A podridão, essa megera perfumada que beija- 
Nos as mãos, as mesmas que com afinco arqueja
À salgar as bicharias com o festim das sobras...

Da decomposição fria da vazia alma...
Da cruel impassibilidade da arcária lágrima 
Que se balança, tremula, pelas frestas oculares...

Descanse-mo-nos, sós, dessa vida amarga;
Sem luz, sem som, sem dor, sem nada,
No torpor etereal dessas perpetuas grades.

Itamar FS
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