Astros de brilho e cor, oriundo
Dos olhos almos dos deuses;
Essas luzes, na noite, por vezes,
Colorem os pecados do mundo.

Num rio de sonhos, em rútilo 
Percorrem os nossos desejos...
Poetas, astrônomos, gregos;
Se doam ao seu âmago bruto.

E agora, vendo-as assim, cristalinas
A pulsar nesse cosmo, incólumes, fiel
A regência das cousas divinas -

Passo a imaginar: que pecado cruel
Produziu nossas carnes actinas,
Para ter nos tirado do céu?

Itamar FS

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