Viragem
Já agarrei a vida toda em um só dia.Deitei fora todo o lixo tóxico que me alucinava. Já agarrei a vida pelos cornos e fui em frente sem medo já acordei para caminhar muito antes de acordar de corpo embalado pelo vento caminhei e acordei durante a mesma.Não sou escrava do não, não posso, não apetece, não sou capaz, não tenho tempo.Não serei nem sou o lado amargo da vida o lado errado o lado pena ou sina.
Não direi nunca que passei ao lado de uma grande carreira vida é esta aqui e agora o passado já está morto e enterrado, quem viveu quem falou, o que dás hoje à tua boca, aos teus ouvidos, aos teus olhos, a todos os teus sentidos vivem em harmonia ou engano desamparo ignorância vaidade o tempo urge e a garra é sempre a mesma esta que me remexe as entranhas e vai em frente consciente e madura deixei de dar para muitos peditórios haja a coragem do não da verdade deixai-vos de fogueiras de vaidade saber esperar é um dom passei anos de espera. Lufadas de ar fresco e de sal não existindo prefiro a morte que má sorte uma praça vazia à azia. Não quero fazer parte da procissão dos renegados erguer uma bandeira de paz quando a luta contínua. Serei raiva crescendo nos dentes se tiver que ser morderei. Serei sempre uma manhã de abril em cada etapa da vida. Flores e riso Espelho e abraço. Esta é de sempre a minha mais pura ambição. Um dia rebelde cheiro a terra, pés e areia molhada. Papel lápis aguarela e trapézio vertigem.
pmariabotelho
21/9/2021
Não direi nunca que passei ao lado de uma grande carreira vida é esta aqui e agora o passado já está morto e enterrado, quem viveu quem falou, o que dás hoje à tua boca, aos teus ouvidos, aos teus olhos, a todos os teus sentidos vivem em harmonia ou engano desamparo ignorância vaidade o tempo urge e a garra é sempre a mesma esta que me remexe as entranhas e vai em frente consciente e madura deixei de dar para muitos peditórios haja a coragem do não da verdade deixai-vos de fogueiras de vaidade saber esperar é um dom passei anos de espera. Lufadas de ar fresco e de sal não existindo prefiro a morte que má sorte uma praça vazia à azia. Não quero fazer parte da procissão dos renegados erguer uma bandeira de paz quando a luta contínua. Serei raiva crescendo nos dentes se tiver que ser morderei. Serei sempre uma manhã de abril em cada etapa da vida. Flores e riso Espelho e abraço. Esta é de sempre a minha mais pura ambição. Um dia rebelde cheiro a terra, pés e areia molhada. Papel lápis aguarela e trapézio vertigem.
pmariabotelho
21/9/2021
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