Vento frio puxe tudo mesmopara baixo,
poeira dos escombrosfeche-me os olhos,
continuarei seta apercorrer o caminho estreito
sem olhar os grandesburacos escavados,
linear, leve, aérea etambém interessada,
como se pela espinha umfio
estivesse esticado, bemteso,
ao lado de uma infinitude
de traços verticaistransparentes.
Nem o maior vão do mundo,o horizonte,
conseguirá arrastar-metanto que
eu perca a capacidade dedesenhar curvas,
vetores obedientes a doiseixos.
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