hoje
às vezes
as palavras abrem-se
abruptamente
e escorrem-se
pelos muros e tronco
da folha branca..
outras vezes
acho que elas não carregam
as ondas do dia
ou os gritos dentro de nós.
hoje
venho-te dizer
que a água que me canta nas telhas
traz sempre um sabor
a orvalho em tempo cinzento
há espera de novas manhãs
e é essa esperança
de novos despertares
que aqui te quero deixar.
há que confiar
em novas madrugadas
em novos cais..
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Argumentando ! – 01-02-2015
Ao deus-dará, eu andei
Neste mundo de aventura,
Nunca, nunca encontrei
A felicidade e ventura.
…
Armando A. C. Garcia
Àquele que na vida venceu a morte – (soneto) 28/04/ 2022
Àquele que na vida venceu a morte
E na sombra dela encontrou a vida,
Assim um dia, foi renascer tão forte
…
Armando A. C. Garcia
Aquarelas destoadas - (soneto) - 18/04/2016
Nas memórias da distância em que vivi Guardei alimentadas as esperanças, Mesmo rasgados os destroços que senti, Encontro neles, ainda, va…
Armando A. C. Garcia
Aponta o poente. - 04/07/2026
O tempo passa
A vida encurta,
A dor que grassa
A perna encurta.
Ingrato destino
…
Armando A. C. Garcia