às vezes

as palavras abrem-se

abruptamente

e escorrem-se

pelos muros e tronco

da folha branca..

outras vezes

acho que elas não carregam

as ondas do dia

ou os gritos dentro de nós.

 

hoje

venho-te dizer

que a água que me canta nas telhas

traz sempre um sabor

a orvalho em tempo cinzento

há espera de novas manhãs

 

e é essa esperança

de novos despertares

que aqui te quero deixar.

há que confiar

em novas madrugadas

em novos cais..

 

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