DESCALÇO
o poeta vagabundo deixou o sapato de lado
e virou pó ao vento
rosa no fim de novembro
prefere andar descalço em qualquer lugar abandonado
o poeta vagabundo não sabe o q faz
anda solto irônico sobre seu próprio leito
de morte
seu caminho repleto de mágoa e dores
e carrega flores tão coloridas
que são sorrisos que realçam sua sorte
faz poesia sentado na beira do mundo
e sabe quando for seu fim de linha
ponto final, sem interrogação
sabe onde teve poesia
enquanto existirem batimentos em seu coração
e sabe que vida é um ser
de
emoção
e virou pó ao vento
rosa no fim de novembro
prefere andar descalço em qualquer lugar abandonado
o poeta vagabundo não sabe o q faz
anda solto irônico sobre seu próprio leito
de morte
seu caminho repleto de mágoa e dores
e carrega flores tão coloridas
que são sorrisos que realçam sua sorte
faz poesia sentado na beira do mundo
e sabe quando for seu fim de linha
ponto final, sem interrogação
sabe onde teve poesia
enquanto existirem batimentos em seu coração
e sabe que vida é um ser
de
emoção
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