Quase outono...

Quase Outono e o dia ali esquecido, paralisado e distraído
Quase silêncio e um lamento estático tinindo numa hora abstraída
Quase saudade esta memória perdida num cativo eco obscurecido
Quase insuperável brilha aquela luminescência feliz e absolvida
Quase um sonho pousando numa apaziguante solidão expedida
Quase uma lembrança abalroando esta faminta emoção redimida
Quase Outono e o tempo desenhando um versátil sussurro repelido
Quase transborda um afago deambulando na serotonina do silêncio estarrecido
Quase um adeus serpenteado pela gramática e o ritmo de cada verso tão foragido
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Saudade da Infância
Gostaria de ser criança novamente, Com a mãe viva e o pai presente. Quando o mundo cabia no quintal, E o amor era simples, essencial. Nã…
sebastiao_xirimbimbi
Colar de tucum
Sem falar de amor coloquei
a mesa do nosso café da manhã
de acordo com o seu gosto,
assim muito amor te demonstro.
E e…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Serenata com um Violino.
Meus cantos serás tua música teu espirito a ouvirá - minhas belas e encantadas serenatas em violinos - tu as sentirás . Mesmo que te…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Imensidões...
Eu gosto da imensidão deste mundo tão maravilhoso - gosto de seus cheiros que são levados pelos ventos em vários mares - que neste mom…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*