Autópsia (Bernardo Almeida)
Caminhamos com os mortos, enquanto expiramos
Esperamos a eternidade e perecemos nos torvelinhos dos anos
Que fogem ao que vivemos, como se eternos fôssemos
Falhamos e nos entretemos, tão logo o erro se faz efêmero
Fosse um raro verso fúlgido a crepitar na órbita do sol
Desalojaríamos o futuro, sem compreender o fulcro das eras
Não sem danos, escalamos a escarpa do astro venerando
Íngreme soluço da inexatidão a vociferar crueldades
Aspergindo, anonimamente, generosidades
Nos maremotos dos ânimos, nas veredas da incompletude
Esperamos a eternidade e perecemos nos torvelinhos dos anos
Que fogem ao que vivemos, como se eternos fôssemos
Falhamos e nos entretemos, tão logo o erro se faz efêmero
Fosse um raro verso fúlgido a crepitar na órbita do sol
Desalojaríamos o futuro, sem compreender o fulcro das eras
Não sem danos, escalamos a escarpa do astro venerando
Íngreme soluço da inexatidão a vociferar crueldades
Aspergindo, anonimamente, generosidades
Nos maremotos dos ânimos, nas veredas da incompletude
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