I - querer, na febre (Bernardo Almeida)
querer, na febre,
a hecatombe
algo além da fome
refém do ódio
do incômodo óbvio
do estrondar
da queda
da ponte
ferir o nome,
que ressoa
na escuridão
desejar o vórtice
da madrugada
óbice recôndito
intenta o nada
na falta que afaga
o olhar a se deter
no passado que se apaga
preciso inalar
a escassa sensatez
decifrar algaravias
e inventar naufrágios
comover o plácido
rebelar ninguém
a hecatombe
algo além da fome
refém do ódio
do incômodo óbvio
do estrondar
da queda
da ponte
ferir o nome,
que ressoa
na escuridão
desejar o vórtice
da madrugada
óbice recôndito
intenta o nada
na falta que afaga
o olhar a se deter
no passado que se apaga
preciso inalar
a escassa sensatez
decifrar algaravias
e inventar naufrágios
comover o plácido
rebelar ninguém
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Um texto sobre a terceira idade.
Não me preocupo com minha decadência física ... mas sim com a dignidade de sobreviver em um mundo cada vez mais capitalista e desumano. B…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
As fontes secam.
Todas as fontes do bem querer secam ... quando não se repor o milagre da vida em seu esplendor. O nosso amor é longo e esta vida é curta…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
DANCE COMIGO ANTES DE APAGAR A LUZ
Uma canção lenta que enche os cantos silenciosos como um ritmo ondulante a invadir peles e sentidos Uma luz bruxuleante ao sopé da…
Daisy
SONIAL
Quero me demorar à porta da sala Nos instantes que o verde do jardim Cheiram à baunilha Quero me sentar no tapete opala No chão com perf…
Daisy