Solfejo (Bernardo Almeida)

Tomba a foice meteórica sobre o balneário em chamas
O mar recua, enquanto o continente a bailar avança
Sob o céu de cobre, que se adensa na manhã magenta
O estrondo agônico acompanha o relampejo contra o qual adeja
O firmamento se arrebenta e a ordem viceja – reintegrada ao caos
Restituindo a paz ao cosmo, no universo outrora cindido
A soletrar o nome recôndito de toda e qualquer espécie
Ungindo de vida a ira que se aventurou no fluxo incessante
De energia redobrada, na destruição dos feixes da história
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