À maestria da maioria
Mas e se fosse tudo ao contrário?
E se na verdade, a maioria só fosse maioria p’ra ensinar sua sabedoria à minoria?
E se na sua verdade, a maioria fosse realmente quem, por cansar de tédio e de nojo a minoria, com suas conversas de elevador e tudo o mais que faz e diz,
Quem estivesse certa, no final das contas?
Quem estivesse certa, por ser o real mestre da minoria?
Não professores, não educadores, não facilitadores,
Não quem mostra o caminho por entre as pedras,
Mas que atira as pedras enquanto percorres o caminho só de pedras pontudas?
Mestres? Mestres da verdadeira sabedoria? Mestres duros, mas certos? Mestres da vida, para que se aprenda a vida de verdade, não aquela dos livros?
Seria então mestre o seu pai carracudo, que não te ama, por você ser homossexual, e por ter tanto medo quanto você, de ser excluído em sua pequena roda conquistada de sociedade?
A sua avó chata, que não faz mais nada além de reclamar, por ter tantos arrependimentos do que não falou e não fez, na época em que seu avô machista era vivo?
O seu vizinho insuportável, que reclama de seu cachorro, por ser perturbado de suas sessões internas de remoer seus fracassos, um a um?
O seu chefe pé-no-saco, que te cobra o horário, por ter sido tão bitolado a seguir somente as leis que perdeu a visão e o porquê das coisas pelas quais trabalha?
Estes seriam os mestres maiores da vida?
Mestres sem hora marcada, de todo o dia, sem feriados, sempre martelando, mesmo que
fisicamente ausentes, em algum pensamento em sua cabeça?
Como um lampejo me vem à tona.
Odeio e repudio a maioria,
Mas a maioria é bem capaz de ser a mestra verdadeira,
Sem ela, e sem sua beleza que poucos conseguem ver,
Sem ela, tudo seria utopia, talvez.
Todos da minoria, pode ser que estes estejam errados,
Buscando algo diferente, que em sua sabedoria simples e crua, a maioria já tem em posse. E sempre o teve.
Seria sobreviver o verdadeiro viver?
Não quero acreditar que sim,
Mas não consigo deixar de crer que pode ser.
Arrepiado agora, que aflição isto me causa.
Meu Deus, não pode ser que isto seja.
Estás a brincar comigo.
Será mesmo?
Procuro me acalmar e me recordo de mais um possível mestre agora, de quem tenho sentido raiva ultimamente,
Uma pessoa simples e vã que, mesmo do lado da maioria, vive de lamúria.
Desta pelo menos, da lamúria me refiro,
Desta, posso ter certeza,
Ninguém escapa.
Ah Deus! Nisto não fizestes distinção entre maioria e minoria.
Tanto esta pessoa quanto Pessoa,
De um ponta a outra,
Ambos não escapam,
Ninguém escapa.
E isto volta a me acalmar
Um empate no fim.
Ambas, maioria e minoria.
A maioria sobrevivendo, mestra,
A minoria vivendo, aluna,
Mas de forma que a segunda nunca alcance a primeira.
Sempre assim,
Sempre assim.
Pode até ser que seja assim,
Mas será?
E se na verdade, a maioria só fosse maioria p’ra ensinar sua sabedoria à minoria?
E se na sua verdade, a maioria fosse realmente quem, por cansar de tédio e de nojo a minoria, com suas conversas de elevador e tudo o mais que faz e diz,
Quem estivesse certa, no final das contas?
Quem estivesse certa, por ser o real mestre da minoria?
Não professores, não educadores, não facilitadores,
Não quem mostra o caminho por entre as pedras,
Mas que atira as pedras enquanto percorres o caminho só de pedras pontudas?
Mestres? Mestres da verdadeira sabedoria? Mestres duros, mas certos? Mestres da vida, para que se aprenda a vida de verdade, não aquela dos livros?
Seria então mestre o seu pai carracudo, que não te ama, por você ser homossexual, e por ter tanto medo quanto você, de ser excluído em sua pequena roda conquistada de sociedade?
A sua avó chata, que não faz mais nada além de reclamar, por ter tantos arrependimentos do que não falou e não fez, na época em que seu avô machista era vivo?
O seu vizinho insuportável, que reclama de seu cachorro, por ser perturbado de suas sessões internas de remoer seus fracassos, um a um?
O seu chefe pé-no-saco, que te cobra o horário, por ter sido tão bitolado a seguir somente as leis que perdeu a visão e o porquê das coisas pelas quais trabalha?
Estes seriam os mestres maiores da vida?
Mestres sem hora marcada, de todo o dia, sem feriados, sempre martelando, mesmo que
fisicamente ausentes, em algum pensamento em sua cabeça?
Como um lampejo me vem à tona.
Odeio e repudio a maioria,
Mas a maioria é bem capaz de ser a mestra verdadeira,
Sem ela, e sem sua beleza que poucos conseguem ver,
Sem ela, tudo seria utopia, talvez.
Todos da minoria, pode ser que estes estejam errados,
Buscando algo diferente, que em sua sabedoria simples e crua, a maioria já tem em posse. E sempre o teve.
Seria sobreviver o verdadeiro viver?
Não quero acreditar que sim,
Mas não consigo deixar de crer que pode ser.
Arrepiado agora, que aflição isto me causa.
Meu Deus, não pode ser que isto seja.
Estás a brincar comigo.
Será mesmo?
Procuro me acalmar e me recordo de mais um possível mestre agora, de quem tenho sentido raiva ultimamente,
Uma pessoa simples e vã que, mesmo do lado da maioria, vive de lamúria.
Desta pelo menos, da lamúria me refiro,
Desta, posso ter certeza,
Ninguém escapa.
Ah Deus! Nisto não fizestes distinção entre maioria e minoria.
Tanto esta pessoa quanto Pessoa,
De um ponta a outra,
Ambos não escapam,
Ninguém escapa.
E isto volta a me acalmar
Um empate no fim.
Ambas, maioria e minoria.
A maioria sobrevivendo, mestra,
A minoria vivendo, aluna,
Mas de forma que a segunda nunca alcance a primeira.
Sempre assim,
Sempre assim.
Pode até ser que seja assim,
Mas será?
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