das chuvosas manhãs e camponesas lutas
a chuva,
como uma lágrima recorrente,
inventa o jeito camponês
de construir-se semente
o homem, nos meandros de si,
plantando a vida,
engole os temporais
em que tramita
chuva e homem,
enlaçados adredemente,
inventam todos os roçados
de todos os viventes
nada como plantar-se em chuvas
na contramão das correntes
como uma lágrima recorrente,
inventa o jeito camponês
de construir-se semente
o homem, nos meandros de si,
plantando a vida,
engole os temporais
em que tramita
chuva e homem,
enlaçados adredemente,
inventam todos os roçados
de todos os viventes
nada como plantar-se em chuvas
na contramão das correntes
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Mudar de Direção.
É preciso que eu mude de direção para sobreviver ao que a vida me apresenta neste momento ... tristezas e muita carência de amor. Toda a…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Aqui não, violão!
Pensei escrever um pequeno poema;
Dilema: um cansaço; o corpo doía
Queria só deitar; era o meu esquema;
Alfazema do lençol…
Raquel Ordones
Um Canastrão.
Os sonhos que tenho são de loucuras da alma banhando-se nos grandes oceanos da terra... Sempre acontece durante o dia e partes de um…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
as margens
todo mundo tenso laivos de apreensão por quem para trás ficou após a atitude necessária de se construir uma ponte entre surdos e mudos…
Darlan de Matos Cunha