QUARTA ÀS VINTE
A cada quinze dias
nas quartas
às vinte
eu me sinto bem,
tenho horário marcado
com os ocultos
desse vai e vem.
As dores de um moribundo
que não cabem nesse mundo
se dispersam num feitiço
escondido nesse assunto,
ontem calado,
hoje profundo.
À doce confidente que me escuta
e sabe bem como chegar,
como eu queria devolver
os abraços que me dá.
Petrópolis, agosto de 2021.
nas quartas
às vinte
eu me sinto bem,
tenho horário marcado
com os ocultos
desse vai e vem.
As dores de um moribundo
que não cabem nesse mundo
se dispersam num feitiço
escondido nesse assunto,
ontem calado,
hoje profundo.
À doce confidente que me escuta
e sabe bem como chegar,
como eu queria devolver
os abraços que me dá.
Petrópolis, agosto de 2021.
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