VIAJANTE

Na indiferença entre estrada e caminho
Os meus dias teimosos porem decididos
Levam-me viajante ainda que sozinho 
Seguindo rastros e largando pegadas

De onde vindes? – pergunta-me o pretérito
Para onde vais? – questiona o destino
Temeis o futuro? – indagam o risco e a sorte
Para o sul ou para o norte? – frisa o rumo

- Pouco importa! – respondo convicto às verdades
Peregrino semeio amigos não vãs amizades
Meu eu poeta é rude e nem sempre afável

O poema é furtivo e talvez desagrade
A palavra despreza e incômoda incomoda
Mas se a poesia vive é isto o que vale


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