Entre as curvas da maresia

Numa curva oblonga a maresia vagueia arredondada
E elipticamente fluida ao longo da maré tão devassada
Assintomática a solidão persiste, persiste e persiste tão grada
Nas margens suaves do tempo cada hora regurgita uma
Onda de preces intensas, melódicas e absolutamente prolíficas
Excessivamente fecundo o silêncio amara encriptado a palavras tão pacíficas
Entre as curvas da maresia a paz embebeda-se da manhã além desmascarada
Sem destino o horizonte transmuta toda a ilusão carente magnífica e refinada
Sinto possuir-me o unguento de cada caricia apaziguante rechonchuda e indomada
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
A Magia
Qual a magia que sustenta os amores eternos... falado e cantado pelos mais diversos cantores. Umas pessoas dizem que vem do nosso coraçã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Cantarei para toda Cidade.
Por verdade dita meu amor nunca se esqueça ... que de meu coração vem toda uma canção que não é de despedida e sim uma aproximação a qual…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Centro do prazer
Não há outra opção depois da esquina ? O que há é que é preciso apreender táticas, no vácuo pode haver futuro se não há evitar fa…
Darlan de Matos Cunha
Adão e Eva.
O primeiro amor que se tem conhecimento na terra ... foi de Adão e Eva , um paraíso foi criado para o casal - serem felizes para todo o s…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*