Estrada Escarlate
E eu dirijo cego
Tentando me perder na silhueta certa
Tão sistemático meu ego
Que até minha lágrima escorre em linha reta
E a vida questiona minha indignação
Alegando que atingi a minha meta
Não vida, eu não quero ter razão
Eu quero ser poeta
Estrada escarlate
O cego no final só bate
É uma surra
Deixou de ser combate
E eu dirijo cego
Tentando ser fora da curva
Não morte, eu já não tenho medo
Eu já sinto a visão turva
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