Da fluvial procura de humanos mares
o rio, corrido pela tarde
derrama-se em passeata
na líquida e tenaz vontade
de ter um mar que invada
o mar, adredemente esparramado,
abraça o rio e suas sombras
como um quintal de águas
debruçado nas ondas
o homem, rio inteiro de si,
procura os mares que sonha
derrama-se em passeata
na líquida e tenaz vontade
de ter um mar que invada
o mar, adredemente esparramado,
abraça o rio e suas sombras
como um quintal de águas
debruçado nas ondas
o homem, rio inteiro de si,
procura os mares que sonha
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