Última sensação uma alma
O silêncio grita em mim,
Sinto a vibração dos ecos,
Estou em um barco em meio ao mar, em todos os cantos em que olho vejo apenas uma vasta imensidão de águas, escuto vozes vindo de uma ilha em algum canto e elas ficam sempre repetindo para eu seguir em frente,
Olho para o alto e para baixo, sentindo aquele balanço e como ele o medo e a loucura. Me pergunto, porque apenas não sigo em frente, porque estou paralisada?
Talvez estar ali me livre justamente do que está me chamando. Talvez o medo é minha dádiva para se livrar da falsa segurança de uma terra firme,
Abro os olhos e me sinto distante, já não estava mais lá… Não havia mais barcos e vozes, apenas água. Não sentia mais meu corpo.
E foi então que percebi,
Aquela era a última sensação de uma alma aprisionada.
Gabrela Bonfim
Sinto a vibração dos ecos,
Estou em um barco em meio ao mar, em todos os cantos em que olho vejo apenas uma vasta imensidão de águas, escuto vozes vindo de uma ilha em algum canto e elas ficam sempre repetindo para eu seguir em frente,
Olho para o alto e para baixo, sentindo aquele balanço e como ele o medo e a loucura. Me pergunto, porque apenas não sigo em frente, porque estou paralisada?
Talvez estar ali me livre justamente do que está me chamando. Talvez o medo é minha dádiva para se livrar da falsa segurança de uma terra firme,
Abro os olhos e me sinto distante, já não estava mais lá… Não havia mais barcos e vozes, apenas água. Não sentia mais meu corpo.
E foi então que percebi,
Aquela era a última sensação de uma alma aprisionada.
Gabrela Bonfim
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