Intermediação de tempos e fazeres
das manhãs que invado
com a noite nas mãos
sobra um tempo nos olhos
e restos de sonhos pelo chão
das tardes que desfaço,
já nos ombros da noite,
restam desejos assumidos
num constante alvoroço
assim, no meio do que vivo
visto-me das horas e do novo
com a noite nas mãos
sobra um tempo nos olhos
e restos de sonhos pelo chão
das tardes que desfaço,
já nos ombros da noite,
restam desejos assumidos
num constante alvoroço
assim, no meio do que vivo
visto-me das horas e do novo
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