Meus queridos avós
Para Jacinta Pedreira, Luísa Pratas, António Das Neves
E quando a porta dos nossos avós,
se fecham pra sempre?
É uma tristeza que nos marca pra toda a vida,
hoje me lembrei de vocês meus avós queridos,
Fechada essa porta desse amor fraternal,
sente-se um vazio na alma, por essa grande perda.
Com a chegada do Domingo a casa da avó era alegria,
era pão, era queijo, eram frutas frescas da praça,
era aquela chouriça pendurada que cheirava a fumaça.
Sempre havia um tostão ou dois pra comprar rebuçados e balões.
era tudo isto, mesmo que a fome e a pobreza
estivessem sentadas na nossa mesa.
Hoje a casa está fechada, só resta mesmo a poeira,
não se arrenda, tantos casos está um triste manuscrito"está à venda"
A casa dos avós não se vende, ela tem muito valor,
foi lá que nos ensinaram os caminhos mais lindos prö amor.
A casa dos avós fecha
e nós nos encontramos já adultos, sem nos aperceber,
mas o valor dos nossos avós pra nós nunca irá morrer,
Pra eles somos sempre pequenos e desprotegidos,
A casa dos avós fecha,
deixou de ter o cheirinho a café feito na fogueira,
o pão fresco deixou de ser cusido.
o vinho deixou de ser feito.
os doces deixaram de ser amaçados,
as passas deixaram de secar naquele quento sol de verão
Depois tudo acaba, nada mais resta que a mais bonita recordação.
Luzerna, 11.01.2022, João Neves
E quando a porta dos nossos avós,
se fecham pra sempre?
É uma tristeza que nos marca pra toda a vida,
hoje me lembrei de vocês meus avós queridos,
Fechada essa porta desse amor fraternal,
sente-se um vazio na alma, por essa grande perda.
Com a chegada do Domingo a casa da avó era alegria,
era pão, era queijo, eram frutas frescas da praça,
era aquela chouriça pendurada que cheirava a fumaça.
Sempre havia um tostão ou dois pra comprar rebuçados e balões.
era tudo isto, mesmo que a fome e a pobreza
estivessem sentadas na nossa mesa.
Hoje a casa está fechada, só resta mesmo a poeira,
não se arrenda, tantos casos está um triste manuscrito"está à venda"
A casa dos avós não se vende, ela tem muito valor,
foi lá que nos ensinaram os caminhos mais lindos prö amor.
A casa dos avós fecha
e nós nos encontramos já adultos, sem nos aperceber,
mas o valor dos nossos avós pra nós nunca irá morrer,
Pra eles somos sempre pequenos e desprotegidos,
A casa dos avós fecha,
deixou de ter o cheirinho a café feito na fogueira,
o pão fresco deixou de ser cusido.
o vinho deixou de ser feito.
os doces deixaram de ser amaçados,
as passas deixaram de secar naquele quento sol de verão
Depois tudo acaba, nada mais resta que a mais bonita recordação.
Luzerna, 11.01.2022, João Neves
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Flores e amores
Poderia ter nascido uma flor, mas o que nasceu era um sentimento.
Poderia ter sido uma rosa, mas era um amor.
Poderia estar em …
A poesia de JRUnder
Poeira em desencanto.
Tem vezes que quando observo o infinito - todas as cores despontam... e meus olhos e ouvidos ouvem o chiar das trombetas dos deuses. A t…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Brasil ! teus filhos exigem mudanças (soneto) - 11/05/2016
Brasil ! teus filhos exigem mudanças,
A mudança radical, te conclamam
Jazem de joelhos suas esperanças
Por um …
Armando A. C. Garcia
Naturalmente, (soneto) - 12/12/2017
Naturalmente, sonhando acordado
Controlando desejo e emoção
Verdade ou mentira, que importa então,
Se este meu…
Armando A. C. Garcia