E o tempo passa...

E o tempo passa e cada segundo fenece e jaz além indubitável
Uma manto de andrajosas luminescências amara feliz e vulnerável
Empedernida a solidão desnuda-se numa palavra carente e formidável
E o tempo passa e o silêncio espartilha-se num milhão de ecos inigualáveis
E a manhã em surdina acaricia o patamar dos sonhos mais e mais inimagináveis
Em sintonia cada gota de luz rega e perfuma todas as gargalhadas felinas e perduráveis
E o tempo passa e a inspiração frustrada engaveta a minha tristeza tão perdurável
E numa fresta de ilusões labirínticas algema-se esta hora entristecida e imutável
Em cada encarquilhado silêncio um indelével sussurro ressuscita destemido e admirável
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Uma Cantada...
Não posso seguir sempre minhas vontades... mas tem certas épocas desta minha caminhada de vida , que desejei modificar os rumos desta…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Zeitgeist
Isqueiro. Chama.
A fumaça que escapa da vareta
Passeia pelos cômodos
Inundando de aroma.
Não sobe em linha r…
Lucas Garcia
Juçara-de-espinho
Não existe o momento errado,
apenas o endereço errado.
No coração há o sentimento certo,
nos amamos e ainda nos amamos:
só …
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
a céu aberto
Nome nenhum queiras nenhum juízo sobre a tua velha e mal conhecida decência acaso vês o que se veda a outros ? és ou não o agri…
Darlan de Matos Cunha