Olha como a fonte grata
Molha ao redor do olho por onde verte
Entre o musgo e o lodo verde
Sua alegria em brotar dentre as pedras
Tenra a agua que dali nasce e medra
Empoça e ensopa e escorre ligeira pela mata
E mata a sede do mato que a espera
Porque em riacho denso se converte
Nada pede ou apela
Exceto que a deixem cumprir sua meta
De ao espreguiçar-se do seio da terra
As gotas respinguem afrescos onde alcancem
Essa a arte da vida que somente entende
Quem generosa e densa nos gestos se enlaça
À vocação ainda que mínima quando abraça
As margens por onde seu curso segue
E tenazmente persiga a sorte
De ser feliz ainda que custe
O ardor maior da inconstância
Por aquietar-se para que outras gotas passem
www.psrosseto.webnode.com
Molha ao redor do olho por onde verte
Entre o musgo e o lodo verde
Sua alegria em brotar dentre as pedras
Tenra a agua que dali nasce e medra
Empoça e ensopa e escorre ligeira pela mata
E mata a sede do mato que a espera
Porque em riacho denso se converte
Nada pede ou apela
Exceto que a deixem cumprir sua meta
De ao espreguiçar-se do seio da terra
As gotas respinguem afrescos onde alcancem
Essa a arte da vida que somente entende
Quem generosa e densa nos gestos se enlaça
À vocação ainda que mínima quando abraça
As margens por onde seu curso segue
E tenazmente persiga a sorte
De ser feliz ainda que custe
O ardor maior da inconstância
Por aquietar-se para que outras gotas passem
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