Dos bólides em volitivos rasantes

a nave, incandescente,
morde o céu em seu repente
como se fora um pássaro
de voo intransigente

desenhando o tempo
em seu rumo, declarado,
invalida todos os ventos
nesse pulo apressado

dos destinos a que se presta
a lua é só um recato
da vontade de, máquina,
deixar-se sempre no espaço
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