Osmose de palavras


Na osmose de palavras esfuziantes traveste-se um luminescente
Silêncio orquestrado pela harmonia de um afago tão condicente
Sem malícias nas minhas mãos escorrega a escuridão mais eloquente

Nas páginas do tempo ressurge o desenho de uma prece tão paciente
No âmago da alegria uma gargalhada jaz além quase, quase indecente
No meu mundo poético cada hora que se esvai eterniza um silêncio tão plangente

Frederico de Castro
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