I-XX Jaezes de vida e morte
Pelo maçante cansaço encerro minha oração a Gotardo,
restando-me esta consciência angustiante de minha vida infame.
Sou eu um dos muitos que tanto lembram-me dela,
um dos que, com o bem, jamais justificam o mal.
Com o bem, jamais justificam coisa alguma,
e nada sobra de arrimo à vileza que me encosta.
Acabo-me assim enquanto a fome nada faz em mim:
fazendo da carência uma loucura, e o que invento um passatempo.
E é tarde, pois esperei os artifícios desta Terra,
feliz no presente por acreditar estar feliz no futuro,
comovido com o passado por vê-lo mesmo com muros.
restando-me esta consciência angustiante de minha vida infame.
Sou eu um dos muitos que tanto lembram-me dela,
um dos que, com o bem, jamais justificam o mal.
Com o bem, jamais justificam coisa alguma,
e nada sobra de arrimo à vileza que me encosta.
Acabo-me assim enquanto a fome nada faz em mim:
fazendo da carência uma loucura, e o que invento um passatempo.
E é tarde, pois esperei os artifícios desta Terra,
feliz no presente por acreditar estar feliz no futuro,
comovido com o passado por vê-lo mesmo com muros.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
DANCE COMIGO ANTES DE APAGAR A LUZ
Uma canção lenta que enche os cantos silenciosos como um ritmo ondulante a invadir peles e sentidos Uma luz bruxuleante ao sopé da…
Daisy
SONIAL
Quero me demorar à porta da sala Nos instantes que o verde do jardim Cheiram à baunilha Quero me sentar no tapete opala No chão com perf…
Daisy
Funus
Libitina levou as flores,
O cheiro delas se misturou.
A branca margarida,
Tingida foi com um vermelho vinho.
O cheiro de deco…
Arylia
Goodbye Dad
Goodbye Dad I am heart broken That I have lost you So fast I can't stop crying Yes I could never believe That you had to part so soon But…
Aldo gabbay kraas