ARROUBOS

A saudade é feita de arroubos
Rouba o silêncio do espírito
Enquanto extasia a alma
Arromba e silencia estranhos sentimentos

Estranha-se com os próprios tormentos
Atormenta as entranhas e aflora
Torna de si mesma companheira

Minha saudade brinca num pátio imenso
De esconder-se entre a hora falsa e a derradeira
E retorna-me num feliz menino arteiro
Lambuzando as mãos na hora do recreio


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