Tempo
Não é preciso viver mil
primaveras para fazer
as pazes com o tempo.
Nem, tampouco, para ser
dele um eterno aprendiz.
Nele existe uma grande
simplicidade: tudo o que
vivi ontem, ecoa hoje.
E tudo o que faço hoje,
irá reverberar amanhã.
Mas, cuidado para não te
tornares um refém do amanhã,
à mercê das Moiras, que insistem
em determinar as linhas do destino.
Não sejas prisioneiro delas.
Antes de ser simplesmente
levado ao acaso, torna-te o guia
dessa jornada. Para que, assim,
encontres o equilíbrio necessário
para tecer o grande novelo da vida.
VELOSO, Gabriela Lages. Poema Tempo. In: Revista Sucuru, Paraíba, 2022.
primaveras para fazer
as pazes com o tempo.
Nem, tampouco, para ser
dele um eterno aprendiz.
Nele existe uma grande
simplicidade: tudo o que
vivi ontem, ecoa hoje.
E tudo o que faço hoje,
irá reverberar amanhã.
Mas, cuidado para não te
tornares um refém do amanhã,
à mercê das Moiras, que insistem
em determinar as linhas do destino.
Não sejas prisioneiro delas.
Antes de ser simplesmente
levado ao acaso, torna-te o guia
dessa jornada. Para que, assim,
encontres o equilíbrio necessário
para tecer o grande novelo da vida.
VELOSO, Gabriela Lages. Poema Tempo. In: Revista Sucuru, Paraíba, 2022.
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