O Castelinho da Rua Apa 🔵
Muito me intrigava aquele imóvel encravado numa esquina da Avenida São João. Algo acontecia no meu coração, mas sei que não era coisa boa. O sobrado antigo e fantasmagórico resistira às demolições paulistanas. A arquitetura lembrava um castelo europeu, o abandono e a escuridão remetiam a uma historia de terror sem término, por isso tinha o aspecto provocativo, querendo contar um litígio mal resolvido. Aquele sobrado parecia desabitado, o que era muito pior que abandonado (não sei o porquê). Eclipsado pela feiúra do Minhocão e imóveis mais modernos, a antiga moradia, mesmo escurecida pela fuligem impregnada, causa-me uma mistura de sensações: curiosidade e horror. Toda vez que eu passava ali de noite, minha conversa com a minha namorada cessava.
O comportamento estranho não era à toa. A residência foi palco de uma tragédia familiar: em 1937, a mãe e dois filhos foram encontrados mortos ao lado de uma pistola. A casa, construída no início do século XX, abandonada, escura, destoando do panorama paulistano e cenário de um crime que ainda não foi inteiramente esclarecido, interrompia qualquer alegria.
Não devia ser por acaso que o endereço chamava a minha atenção: desde o ocorrido, o edifício leva a fama de mal-assombrado (ou bem mal-assombrado). Vultos, gritos, passos na escada, barulhos estranhos e lamentações de espíritos são os fenômenos que povoam seus cômodos. Talvez alguma dessas ocorrências sobrenaturais sempre sequestrem a minha descontração.
O pavor se transformou em vergonha por não conhecer o lendário Castelinho da Rua Apa, cenário vivo de uma das mais conhecidas lendas urbanas e crônicas policiais da São Paulo antiga.
Os meus fantasmas são suficientes para me atormentar, por esse motivo não precisam de companhia. Assombrações que atiram objetos, fazem sons horripilantes, barulhos sem explicação e que aparecem do nada causam tanto espanto quanto castelo do horror de parque de diversões. A não ser que sejam monstros embaixo da cama, esqueletos dentro do armário ou o assustador Castelinho da Rua Apa à noite.
O comportamento estranho não era à toa. A residência foi palco de uma tragédia familiar: em 1937, a mãe e dois filhos foram encontrados mortos ao lado de uma pistola. A casa, construída no início do século XX, abandonada, escura, destoando do panorama paulistano e cenário de um crime que ainda não foi inteiramente esclarecido, interrompia qualquer alegria.
Não devia ser por acaso que o endereço chamava a minha atenção: desde o ocorrido, o edifício leva a fama de mal-assombrado (ou bem mal-assombrado). Vultos, gritos, passos na escada, barulhos estranhos e lamentações de espíritos são os fenômenos que povoam seus cômodos. Talvez alguma dessas ocorrências sobrenaturais sempre sequestrem a minha descontração.
O pavor se transformou em vergonha por não conhecer o lendário Castelinho da Rua Apa, cenário vivo de uma das mais conhecidas lendas urbanas e crônicas policiais da São Paulo antiga.
Os meus fantasmas são suficientes para me atormentar, por esse motivo não precisam de companhia. Assombrações que atiram objetos, fazem sons horripilantes, barulhos sem explicação e que aparecem do nada causam tanto espanto quanto castelo do horror de parque de diversões. A não ser que sejam monstros embaixo da cama, esqueletos dentro do armário ou o assustador Castelinho da Rua Apa à noite.
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