SÚPLICA

Devagar o Buranhém estica a língua
Na intenção de provar do sal do mar

Primeiro lambe a Ponta do Apaga-Fogo
Depois sorve o sabor de Itacimirim
Ainda molha os lábios em Mundaí
E tem sede de Taperapuan

Já não coubera em seu leito
Hoje rasteja as sujas águas 
Num cortejo suplicando piedade

Chora não meu rio
Outros podres choverão


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